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A
homeopatia foi descrita primeiramente por Hipócrates
na antiga Grécia. Mas foi estudada e desenvolvida
na prática por Christian Friedrich Samuel
Hahnemann.
Hahnemann,
um médico alemão, cansado da "medicina"
de sua época, abandonou sua profissão
e passou a dedicar-se a traduções
de livros editados em outros idiomas. Foi quando,
em 1790, ao traduzir a matéria médica
do médico escocês William Cullen, teve
o "estalo" que mudaria sua forma de pensar.
Em
1796, publica a obra Ensaios sobre um novo princípio
para descobrir as virtudes curativas das substâncias
medicamentosas, onde descreveu os fundamentos desta
especialidade da Medicina. Sendo esta obra o marco
de fundação da Homeopatia.
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No
Brasil, um dos grandes estudiosos da homeopatia foi
o Dr. Nilo Cairo, que em 1907 lança o seu livro
“Pequeno Guia Homeopathico para Uso do Povo”,
que logo esgotou e em 1913 é lançado
“Guia da Medicina Homeopathica”.
A
homeopatia é a arte de curar doentes por meio
de medicamentos que, dados ao homem são, em
doses ponderáveis, provocam sintomas semelhantes
aos que se propõe a curar no doente. Esta terapêutica
baseia-se em três princípios: a lei dos
semelhantes, a experimentação no homem
são e o emprego das pequenas doses.
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A
Lei dos Semelhantes ou "Similia similibius curantur
ou curentur", ou seja, o semelhante tratado pelo
semelhante. Assim, um determinado medicamento dado
a indivíduos aparentemente sadios, produz um
conjunto de sinais e sintomas. Este mesmo medicamento,
em pequenas doses, produzirá a cura em doentes
que tenham os sinais e sintomas semelhantes aqueles
apresentados anteriormente.
A Experimentação no Homem Sadio ou "Experientia
in homine sano", que corresponde à experimentação
no homem são, utilizado por Hahnemann. Ela
é a base para se escolher um medicamento, possibilitando
dessa forma, que a manifestação sintomática
do doente e da droga se combinem fortalecendo e excitando
os mecanismos de defesa do organismo em direção
do restabelecimento da saúde.
Doses Mínimas ou "Doses minimae"
é a desconcentração da matéria-prima
de origem do medicamento homeopático. As doses
mínimas adquirem o poder energético,
dinâmico, que atua suavemente, sem agredir,
estimulando os mecanismos naturais de defesa orgânico
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Com
o intuito de evitar os efeitos da agravação
medicamentosa ao diminuir a toxidade das drogas
através da diluição das mesmas,
Hahnemann descobriu um meio de liberar o poder energético
das substâncias ao imprimir uma forte litação
(sucussão) no meio líquido. Então,
a Dinamização é o processo
por meio do qual a energia dinâmica que existe
na intimidade da material, proveniente de todos
os reinos da terra, é liberada e potencializada.
Os
medicamentos homeopáticos são obtidos
através diversas origens. Todos os medicamentos
originam as SOLUÇÕES-MÃE (substâncias
solúveis) ou as TRITURAÇÕES-MÃE
(substâncias não solúveis),
a partir da onde são dinamizados todos os
medicamentos.
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1.Medicamentos
homeopáticos de origem vegetal: Aconitum napellus,
Anemone pratensis (Pulsatilla), Atropa belladonna
(Belladonna), Lobelia Inflata, Rhus toxicondendron,
Calendula Officinalis, Allium cepa, Allium sativum,
Bryonia alba, Lycopodium clavatum, etc.
2.Medicamentos
homeopáticos de origem química:
a)
INORGÂNICOS: Antimonium tartaricum, Argentum
nitricum, Arsenicum album, Aurum metallicum, Kalium
bichromicum, Mercurius corrosivus, Natrium muriaticum,
Phosphorus, Platina, Silicea, Sulphur, etc.
b) ORGÂNICOS: Aloxanum, Anilinum, Carboneum
sulfuratum, Petroleum, Phenolum ou Acidum carbolicum,
Terebinthinum, etc.
c) MINERAIS: Galena (PbS), Pirolusita, etc.
d) SUBSTÂNCIAS COMPLEXAS DE ORIGEM NATURAL:
Atropinum sulfuricum, Chininum muriaticum, Chininum
sulphuricum, Strychninum arsenicosum, etc.
e) PRODUTOS E MISTURAS, DEFINIDAS SOMENTE POR SEU
MODO DE PREPARO: Exemplos: Hepar sulphur (mistura
de CaS), Mercurius solubilis (possui uma fórmula
próxima de Hg4ON.H2NO3+NH4NO3), etc.
3. Medicamentos homeopáticos de origem animal:
Apis mellifica (Abelha), Calcarea carbonica (parte
interna da concha de Ostrea edulis L.), Cantharis
vescicatoria (Cantárida), Spongia tosta (Esponja
tostada), Lachesis muta (cobra surucucu), Mephites
putorius (Doninha), Moschus moschiferus (Almíscar),
Sepia officinalis (Sibia Ordinária/Calamar),
etc .
4.
Medicamentos homeopáticos cuja origem não
se enquadra nas classificações anteriores:
Eletricitas, Galvanismus, Luna, Magnetis poli ambo,
Magnetis poli arcticus, Magnetis poli australis, Nidus
edulis, Raios-X, Sol.
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Os
medicamentos homeopáticos podem ser empregados
em tinturas, em líquidos, em glóbulos,
em tabletes, em pó e em trituração.
Os glóbulos e os tabletes podem ser tomadas
diretamente sobre a língua, deixando que a
saliva os dissolva, sem mastigar e depois engolindo
e os pós (papéis) dissolvidos em água.
Quanto aos líquidos, podem ser tomados diretamente
pingados sobre a língua ou dissolvidos em água,
ou então ainda administrados em doses únicas,
que deverão ser tomados de uma só vez
todo o conteúdo do frasco. |
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